Afora a TropicanAlice Metáforas a Parte Sou de Campos


08/06/2006


Tempo de pacificação


Papéis, telefonemas, recados, rotinas cristalizadas, dias nascendo, morrendo, inquietações, murmúrios, crenças, dúvidas, constantemente nos desafiam. Somos submetidos a uma carga tal de exigências que precisamos aprender a conviver com elas pacificamente, dicionarizá-las, rompê-las, transformá-las em combustão, dínamo para poetizar a vida. Nesses momentos precisamos desacelerar, aquietar as batidas do coração, silenciar temores, deitar os fardos. Agir como nos sugeriu Leila Pinheiro: “Tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranqüilo.”
Recomenda-se o diálogo consigo mesmo, sem ruídos que alterem a estrutura do sinal; a entrega à harmonia, à afinação. Como os afinadores de violino, usando o diapasão, ouvidos sensíveis. Ser lapidária de si mesma.

(Luciana Pessanha Pires)

Escrito por artur gomes às 14h19
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